Grandes autores Grandes livros

Aqui encontra links para vídeos e áudios sobre grandes autores e as suas obras, recensões de livros, textos literários de minha autoria e notícias do mundo literário

Chamo-me Sebastião Barata e resido em Lisboa. Tenho 79 anos e leio desde muito novo. Uso a minha grande biblioteca para fazer vídeos e áudios que divulgo nas minhas redes sociais. Sigam-me!

  • Robert Louis Stevenson foi um influente novelista, poeta e escritor de livros de viagem britânico nascido em Edimburgo, na Escócia, em 1850 e falecido em Vailima, nas Ilhas Samoa, em 1894. Escreveu clássicos como “A Ilha do Tesouro” e “O Médico e o Monstro”.

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  • Tarzan dos Macacos (no original, Tarzan of the Apes) é o romance que apresentou ao mundo a figura do “homem da selva” criado numa família de grandes símios e inaugurou uma das séries mais duradouras da literatura popular. A história apareceu primeiro na revista The All-Story em 1912, antes de ser lançada em volume em 1914, e rapidamente se tornou um fenómeno de massas, com dezenas de sequelas e incontáveis adaptações.

    No final do século XIX, um casal de aristocratas ingleses é abandonado na costa ocidental de África por marinheiros revoltosos que tomam o navio; conseguem construir uma cabana na selva, mas morrem ao fim de um ano, deixando um filho recém-nascido. O bebé é acolhido e alimentado por Kala, uma fêmea de símio que tinha acabado de perder a sua cria, e cresce entre o seu grupo, aprendendo a sobreviver num mundo regido pela força, pelo instinto e por uma hierarquia rígida. Mais tarde, ao descobrir a cabana dos pais e alguns livros, começa – de forma improvável, mas que resulta muito bem na narrativa – a aprender sozinho a ler e a escrever, abrindo uma fenda entre a sua vida “selvagem” e a consciência de que existe outra forma de estar no mundo. A chegada de novos visitantes europeus à costa desencadeia em Tarzan o choque com a linguagem, a violência e as regras sociais do “mundo civilizado”, assim como a atração pelo sexo oposto.

    Burroughs constrói Tarzan como uma figura bipolar: fisicamente moldado pela selva e, ao mesmo tempo, descrito como herdeiro de uma linhagem europeia que “explicaria” a sua inteligência, autocontrolo e capacidade de liderança. A adoção do bebé Tarzan por Kala dá ao romance um núcleo afetivo (quase doméstico) que contrasta com a brutalidade do grupo liderado por Kerchak, onde o pertencimento precisa de ser conquistado. Quando surge Jane Porter, a primeira mulher branca que Tarzan vê, a narrativa desloca-se para o drama do reconhecimento: não apenas o encontro amoroso, mas a disputa entre os dois mundos — o da selva, onde Tarzan é soberano, e o da sociedade, onde é uma anomalia.

    O cerne do romance é a pergunta “o que faz de alguém humano?” – formulada, porém, em termos típicos do início do século XX. A história oscila entre a ideia de que o meio (neste caso, a selva) forma o corpo e os instintos, mas a hereditariedade determina o carácter, dando a Tarzan uma superioridade “natural” que o distingue quer dos símios quer dos outros grupos humanos (os negros) que encontra. Ao mesmo tempo, a sua autoaprendizagem da leitura é um símbolo: Tarzan apropria-se de uma língua escrita sem pertencer ainda ao mundo que ela representa – um detalhe inverosímil, mas eficaz como metáfora de desejo de identidade e de acesso ao conhecimento.

    Como produto da ficção pulp, o livro aposta num ritmo rápido, com episódios encadeados para manter a tensão: caçadas, confrontos físicos, raptos, fugas e reviravoltas sucessivas. A prosa é direta e funcional, interessada mais no movimento e na eficácia dramática do que na subtileza psicológica.

    Tarzan dos Macacos” traz um lastro ideológico evidente: a África como cenário exótico e indiferenciado, e uma hierarquia racial implícita na forma como o romance associa “civilização” e superioridade moral às personagens europeias. Lê-lo hoje obriga, tanto como à busca de entretenimento e aventura, a ter em conta o contexto em que o livro foi escrito: o imaginário imperial do seu tempo e as fantasias ocidentais de pureza, força e domínio do homem branco.

    Em resumo: “Tarzan dos Macacos” continua a ser uma leitura envolvente para quem procura aventura clássica, um super-herói e uma narrativa envolvente. Foi a fonte de um ícone que tem empolgado gerações, tanto na leitura, como no cinema, na banda desenhada e na cultura pop. Ao mesmo tempo, é uma leitura que aconselha um olhar crítico, consciente das representações coloniais e raciais que estruturam parcialmente o seu encanto. Recomenda-se, portanto, aos jovens de todas as idades que estejam dispostos a ler aventura com entusiasmo, mas também com distanciamento.

  • J. R. R. Tolkien é um premiado filósofo, escritor e professor universitário britânico, nascido na África do Sul em 1892 e falecido na Inglaterra em 1973, autor de obras consagradas, como “O Hobbit”, “O Senhor do Anéis” e “O Silmarillion”. É considerado o “pai da moderna literatura fantástica”.

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  • Camilo Castelo Branco foi um escritor, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor português nascido na freguesia dos Mártires, em Lisboa, em 1825 e falecido em São Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão, em 1890. O seu romance mais importante é “Amor de Perdição”.

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  • Publicado no Japão em 1949, “Confissões de uma Máscara” é o romance que projetou internacionalmente Yukio Mishima. A obra, ao narrar a confissão de alguém que se sente diferente dos outros rapazes e que aprende a sobreviver socialmente através de uma “máscara”, é frequentemente considerada uma biografia literária do autor, também ele um rapaz diferente.

    Ler Mishima neste livro é entrar num laboratório de lucidez e desconforto: a escrita é elegante, mas a matéria é corrosiva. Entre a infância e a juventude, o narrador observa-se com uma frieza quase clínica, tentando conciliar desejo, vergonha e a exigência de “normalidade” num Japão atravessado pelo militarismo e, depois, pelo desmoronamento moral do pós-guerra mundial.

    O romance acompanha Kochan, desde as primeiras memórias de infância até à entrada na idade adulta, num percurso em que o protagonista percebe que a sua vida interior não coincide com o papel que a sociedade espera dele. Entre fantasias, autoanálise e episódios aparentemente banais, vai-se desenhando a necessidade de ocultar – e de encenar – para pertencer ao seu grupo social.

    A atração por figuras masculinas – com destaque para o colega de turma Omi – e a tentativa de construir um enredo amoroso “aceitável” com Sonoko, irmã de outro colega, tornam-se os eixos da tensão. Ao mesmo tempo, a Segunda Guerra Mundial e o ambiente de disciplina e idealização da virilidade funcionam como pano de fundo amplificador: a “máscara” não é um capricho, mas um mecanismo para a sobrevivência.

    Esta metáfora central não é apenas psicológica: é uma estratégia para conseguir viver num mundo que recompensa a conformidade. Mishima mostra como a identidade pode ser menos “descoberta” se não for construída sob pressão – uma performance treinada, afinada, o que se torna extenuante. A forma confessional reforça essa tensão: o narrador promete verdade, mas o que descreve é sobretudo as operações de disfarce.

    O despertar sexual surge ligado a imagens intensas – por vezes mesmo violentas – em que beleza e sofrimento se contaminam. A obra sugere que o desejo, quando é reprimido, procura saídas simbólicas: o olhar fixa-se no corpo masculino idealizado, mas também no imaginário da ferida, do martírio e do heroísmo. Daí a sensação de que a linguagem, por mais límpida, está sempre à beira do abismo.

    O Japão de entre guerras e a mobilização para a guerra atravessam o livro como um ideal de dureza física e de disciplina. Para um narrador que se sente frágil e “desajustado”, esse modelo não só é opressivo: torna-se sedutor. Mishima capta bem a ambivalência, ou seja, a atração pelo ideal que, ao mesmo tempo, o exclui – e faz do contexto histórico um espelho ampliado do conflito íntimo do personagem.

    A prosa é simultaneamente intelectual e sensorial: raciocina, descreve, volta atrás, corrige-se. O ritmo tende à repetição (o narrador revisita o mesmo nó emocional por ângulos sucessivos), o que pode soar monótono para alguns leitores – mas essa insistência é coerente com o próprio tema, pois a ‘máscara’ exige manutenção diária, e a consciência não encontra descanso. No entanto, a ironia dirigida tanto ao mundo como ao próprio narrador, impede o texto de cair num sentimentalismo fácil.

    Os pontos fortes deste romance são a agudeza psicológica e a honestidade desconfortável; a articulação rara entre erotismo, estética e ideais de masculinidade; o contexto histórico integrado sem parecer simplesmente “decorativo”; a capacidade de transformar autoanálise em tensão narrativa.

    Mas também há pontos fracos, pelo menos para alguns leitores: a introspeção contínua pode cansar quem gosta de encontrar ação; algumas passagens dependem de referências culturais ou visuais que podem exigir uma leitura muito atenta; o distanciamento analítico do narrador cria, por vezes, uma certa frieza emocional.

    Em conclusão: “Confissões de uma Máscara” é um romance formatado do avesso: em vez de celebrar a integração do sujeito no mundo, expõe o custo dessa integração, no que ela impõe de negação do que é mais íntimo da personagem. Combinando elegância literária e inquietação moral, Mishima deixa o leitor a olhar para a “máscara” não como a exceção, mas como a regra social – e é por isso mesmo que o livro permanece atual. É uma leitura que recomendo a quem aprecia ficção introspetiva, literatura do pós-guerra e narrativas que pensam a identidade como conflito, e não como resposta.

  • Ray Bradbury foi um escritor e roteirista norte-americano nascido em 1920 e falecido em 2012. Escreveu fantasia, ficção-científica e horror, sendo conhecido principalmente pelo romance “Fahrenheit 451” e pela coletânea de ficção científica “Crónicas Marcianas”.

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  • “O Médico de Estalinegrado”, de Heinz G. Konsalik, é uma obra marcante que mergulha o leitor na dura realidade dos prisioneiros alemães nos campos de trabalho soviéticos durante e após a Segunda Guerra Mundial. Inspirado em testemunhos reais, o romance acompanha um médico alemão, o Major Fritz Böhler, capturado pelo Exército Vermelho nos finais da Segunda Guerra Mundial, e forçado a sobreviver e a exercer medicina em condições extremas, num campo de trabalho de prisioneiros alemães, a que os russos chamavam пленни (plenni), que significa “prisioneiro”, tendo de conciliar o instinto de sobrevivência com o compromisso ético da sua profissão.

    Excelente médico, tratou com igual dedicação russos e alemães, tendo salvado casos desesperados que os médicos russos consideravam já não ter solução, em condições de trabalho muito precárias, pelo que angariou um prestígio enorme entre camaradas e inimigos. A sua dedicação chegou ao ponto de se recusar a ser repatriado, após sete anos de cativeiro, para poder continuar a prestar assistência aos que continuavam presos. Só voltou à Alemanha dois anos depois, integrado no último contingente de repatriados.

    Konsalik apresenta-nos personagens densos e complexos, explorando não só a luta física pela sobrevivência, mas também os conflitos morais e emocionais que emergem em cenários de desumanização, como eram os campos de trabalho da URSS. O autor revela de forma crua o sofrimento, a fome, o frio e a constante ameaça de morte, ao mesmo tempo que evidencia pequenos gestos de humanidade e solidariedade entre os prisioneiros.

    O estilo de escrita é envolvente e direto, conseguindo transmitir ao leitor a angústia e a esperança que coexistem num ambiente tão adverso. Apesar de se tratar de uma ficção, a narrativa tem um forte cunho documental, o que lhe confere autenticidade e impacto emocional.

    Em suma, “O Médico de Estalinegrado” é uma leitura intensa e comovente, que desafia o leitor a refletir sobre os limites da resistência humana e a importância da compaixão, mesmo nos momentos mais sombrios da História. Recomendo vivamente a sua leitura a quem se interessa por romances históricos e pela condição humana em tempos de guerra.

  • Fiódor Dostoievski foi um escritor, filósofo e jornalista russo nascido em Moscovo em 1821 e falecido em São Petersburgo em 1881. Considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, escreveu obras-primas como “Crime e Castigo”, “O Idiota” e “Os Irmãos Karamazov”.

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  • “Romanceiro da Inconfidência” é a principal obra da escritora modernista Cecília Meireles. Publicada em 1953, nela estão condensados os principais elementos da sua poética. É uma narrativa em versos rimados, construída sobretudo em redondilhas, que misturam o tom épico com o lírico, para prestar uma homenagem aos heróis que são sacrificados em nome da liberdade.

    Na minha opinião, o título é claramente inspirado nos “romances” medievais que foram recolhidos, desde os anos vinte do século XIX até ao presente. São histórias em verso, que exaltam heróis, geralmente da época da cavalaria medieval, transmitidas oralmente por jograis, por poetas ambulantes, que se deslocavam de romaria em romaria, de feira em feira, se transmitiram de geração em geração e ficaram na memória do povo. Um exemplo muito conhecido desses romances é “A Nau Catrineta”.

    “Romanceiro da Inconfidência” aborda a luta pela independência em finais do século XVIII no Brasil. Nesse movimento, Cecília alinha-se com outros escritores da sua época ao propor uma releitura crítica do projeto de literatura nacional inaugurado com o Romantismo.

    Nos poemas que compõem a coletânea, a autora oferece um olhar mais íntimo e sensível sobre os protagonistas da “Inconfidência Mineira”, revelando as suas fragilidades, ideais e conflitos internos. Diferentemente de uma narrativa puramente histórica, a autora humaniza os “inconfidentes”, aproximando-os do leitor por meio da emoção e da reflexão.

    A coletânea tem uma estrutura muito especial, em que os poemas estão ordenados por ordem cronológica, de modo a narrar as causas da rebelião, a sua preparação, denúncia e consequências. É estruturada em 85 romances (as partes narrativas), intercalados com 4 cenários (as descrições dos espaços físicos no qual a ação se passa) e 3 falas (em que a autora dá voz diretamente aos personagens).

    A linguagem empregada em “Romanceiro da Inconfidência” é mais direta e acessível do que noutras obras da escritora, sem perder a densidade poética que caracteriza a sua produção poética. Essa escolha estilística reforça o propósito da autora de tornar a história nacional brasileira mais envolvente.

    Para se entenderem melhor os poemas desta coletânea há que conhecer um pouco do que foi a “Inconfidência Mineira”. A Inconfidência foi um movimento desencadeado em 1789 que visava a independência de Minas Gerais, na sequência da cobrança de uma “derrama”, ou seja, de um novo imposto que a Coroa portuguesa tinha começado a fazer há alguns anos, para compensar a grande diminuição do ouro que ia do Brasil para Portugal. A Coroa tinha direito a receber um quinto de todo o ouro recolhido. Apesar de haver muita fuga e contrabando, a principal razão era que as minas estavam a esgotar-se e os próprios senhores da região de Minas estavam a empobrecer. Por isso, tentaram uma revolta contra os reis de Portugal, inspirados na recente independência dos Estados Unidos da América, apostados em fazer o mesmo no Brasil.

    Mas a conjura foi descoberta, graças a denúncias, e os principais conjurados foram presos, levados para o Rio de Janeiro, julgados e condenados à morte na forca. O principal delator foi o coronel e também ele fazendeiro Joaquim Silvério dos Reis, para daí tirar benefícios pessoais, como poderão ver nesta passagem do romance 34:

    Melhor negócio que Judas
    fazes tu, Joaquim Silvério:
    que ele traiu Jesus Cristo,
    tu trais um simples Alferes.
    Recebeu trinta dinheiros…
    – e tu muitas coisas pedes:
    pensão para toda a vida,
    perdão para quanto deves,
    comenda para o pescoço,
    honras, glórias, privilégios.
    E andas tão bem na cobrança
    Que quase tudo recebes.

     Todos os condenados, como eram muito ricos, conseguiram que a sua morte fosse comutada em degredo para as colónias de Angola e Moçambique. O único a ser enforcado foi o alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por o Tiradentes, considerado o chefe da rebelião e o único que não tinha bens suficientes para comprar a sua liberdade. Depois de morto, o corpo do Tiradentes foi desmembrado e as partes espalhadas pelas principais povoações de Minas Gerais, para desincentivar quem ainda tivesse ideias revolucionárias:

    Pois agora é quase um morto,
    partido em quatro pedaços,
    e – para que Deus o aviste –
    levantado em postes altos.

    A autora demonstra grande sensibilidade ao abordar os dilemas humanos e políticos, tornando “Romanceiro da Inconfidência” uma obra indispensável para quem deseja compreender a história e a alma brasileira através da poesia.

    Em suma, trata-se de uma obra que une o rigor histórico à beleza literária, reafirmando Cecília Meireles como uma das vozes mais importantes da poesia de língua portuguesa. O livro não só celebra a Inconfidência Mineira, mas também convida o leitor a pensar sobre o significado da liberdade e da justiça em qualquer época.

  • Marguerite Duras foi uma escritora, roteirista, cineasta e dramaturga francesa nascida em Saigão (no atual Vietname), em 1914, e falecida em Paris, em 1996, sendo considerada uma das principais vozes femininas da literatura do século XX na Europa, autora de romances famosos como “O Amante”, “O Vice-Cônsul” e “Uma Barragem contra o Pacífico”.

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